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Home›.Tudo›‘Círculos que Não se Fecham…’ reestreia na Escola Pernambucana de Circo

‘Círculos que Não se Fecham…’ reestreia na Escola Pernambucana de Circo

Por 4 Parede
15 de novembro de 2016
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Imagens – Divulgação

A juventude com seus sonhos, rotinas, dramas e conflitos. Este é o tema do espetáculo Círculos que não se Fecham… Fragmentos, que a Trupe Circus, da Escola Pernambucana de Circo, estreia, em sua sede, no bairro da Macaxeira, no dia 17 de novembro, às 19h30. Neste primeiro dia, a apresentação é destinada a alunos da instituição. A peça ficará em cartaz para o público nos dias 18, 25 de novembro e dia 02 de dezembro, no mesmo horário, com entrada gratuita. Ao final de cada apresentação, haverá uma rodada de debates. Círculos possui patrocínio do Funcultura, dentro do Projeto de manutenção da Trupe Circus – caminhos de descobertas da dramaturgia circense contemporânea – aprovado em 2015 e que está começando a ser finalizado agora com estas apresentações. O projeto terá continuidade em março de 2017 com as encenações dos outros espetáculos do repertório da Trupe.

A encenação é uma releitura do Círculos – Experimento nº. 1 e, assim como o anterior, também propõe pensar a juventude contemporânea e tornar relevantes seus espaços, pensamentos, ideias e práticas. Em cena, cabem questões que apontam para uma realidade assombrosa: o que leva um jovem a agredir, matar, destruir suas vidas sem ter uma perspectiva de futuro e, com isso, seguir por caminhos tão obscuros? O que esses jovens com essas atitudes querem dizer, gritar, serem vistos, ouvidos? Por quem? O espetáculo busca envolver o público num turbilhão de emoções a partir das experiências de vida de cada um desses jovens que estão em cena, representando a si mesmos e aos seus pares.

Circulos que não se fecham…Fragmentos tem extraído do espetáculo Experimento nº 1 as partes/números que nesse momento gritam mais aos corações dos jovens da Trupe Circus e que dialoga com o que eles pretendem falar, gritar, dizer, trazer à cena, nesse momento específico político do país. São necessidades prementes de vozes e corações que querem ser ouvidos e encontrar eco no público para depois, após cada espetáculo, haver um debate sobre os temas abordados no espetáculo e que fazem parte da realidade das juventudes do Brasil.

Segundo a coordenadora da Escola Pernambucana de Circo, Fátima Pontes, o objetivo é chamar a atenção de que é preciso considerar estes jovens como agentes transformadores na sua comunidade, cidade e no País, como seres sociais que estão além do dito popular: “a juventude é o futuro”. Que o porvir se faz no presente, e que eles precisam ser considerados como seres humanos que não podem virar apenas estatísticas de uma violência urbana contemporânea. “É preciso dar credibilidade aos caminhos que eles trilham. Precisamos ser parceiros, amigos, estarmos atentos e fortes nesse caminho que se faz no caminhar, afinal ‘um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar’. Parafraseando as canções que fazem parte do espetáculo “é preciso saber viver” porque ‘desde o começo do mundo que o homem sonha com a paz, ela está dentro dele mesmo, ele tem a paz e não sabe. É só fechar os olhos e olhar para dentro de si mesmo’ “, afirma.

Círculos que Não se Fecham… Fragmentos não procura trazer respostas, é uma pergunta em aberto: Como será o amanhã? Responda quem puder! Como vai ser o meu destino? Assim, buscando levantar questões que angustiam as pessoas todos dias como as estatísticas de mortes trágicas de jovens, principalmente negros e das periferias da cidade, a encenação provoca os sentidos e a reflexão dos espectadores sobre esta realidade. “Há a violência, sim, mas também a poesia, a alegria da juventude, o prazer de estar em grupo, de fazer o que se gosta, os sonhos de um mundo melhor, mais humano. É a juventude vista não apenas pela ótica da “incapacidade”, da “marginalidade”, mas sim, e principalmente, pela percepção, confiança em suas potencialidades, capacidades, talentos, alegria de viver e realizar seus sonhos de vida”, finaliza Fátima.


O Quê? Círculos que não se fecham… Fragmentos

Quando? 18 e 25.11 e 02.12 (19h30)

Onde? Escola Pernambucana de Circo (Av. José Américo de Almeida, N. 05, Macaxeira – Recife)

Quanto? Gratuito

TagsCircoCírculos que não se fecham... FragmentosEscola Pernambucana de Circo
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Nos últimos anos, o mundo passou por transformaç Nos últimos anos, o mundo passou por transformações sociais, políticas e tecnológicas que questionam nossas relações com o espaço e a cultura. As tensões globais, intensificadas por guerras e conflitos, afetam a economia, a segurança alimentar e o deslocamento de pessoas. 

Nesse contexto, as fronteiras entre o físico e o virtual se diluem, e as Artes da Cena refletem sobre identidade, territorialidade e convívio, questionando como esses conceitos influenciam seus processos criativos. 

Com a ascensão da extrema direita, a influência religiosa e as mudanças climáticas, surgem novas questões sobre sustentabilidade e convivência.

Diante deste cenário, o dossiê #20 Território em Trânsito traz ensaios, podcasts e videocast que refletem sobre como artistas, coletivos e os públicos de Artes da Cena vêm buscando caminhos de diálogo e interação com esses conflitos.

A partir da próxima semana, na sua timeline.
#4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sob #4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sobre as histórias e as estéticas dos teatros negros no Brasil? 

Estão abertas as inscrições, até o dia 13/09, para a oficina on-line Saberes Espiralares - sobre o teatro negro e a cena contemporânea preta. 

Dividida em três módulos (Escavações, Giras de Conversa e Fabulações), o formato intercala aulas expositivas, debates e rodas de conversa que serão ministrados pela pesquisadora, historiadora e crítica cultural Lorenna Rocha. 

A atividade também será realizada com a presença das artistas convidadas Raquel Franco, Íris Campos, Iara Izidoro, Naná Sodré e Guilherme Diniz. 

Não é necessário ter experiência prévia. A iniciativa é gratuita e tem incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura, e parceria com o @4.parede 

Garanta sua vaga! 

Link na bio. 

Serviço:
Oficina SABERES ESPIRALARES - sobre teatros negros e a cena contemporânea preta
Datas: Módulo 1 – 16/09/24 – 20/09/24; Módulo 2 (participação das convidadas) – 23/09/24 – 27/09/24; Módulo 3 – 30/09/24 - 04/10/24. Sempre de segunda a sexta-feira
Datas da participação das convidadas: Raquel Franco - 23/09/24; Íris Campos - 24/09/24; Iara Izidoro - 25/09/24; Naná Sodré - 26/09/24; Guilherme Diniz - 27/09/24
Horário: 19h às 22h
Carga horária: 45 horas – 15 encontros
Local: Plataforma Zoom (on-line)
Vagas: 30 (50% para pessoas negras, indígenas, quilombolas, 10% para pessoas LGBTTQIA+ e 10% para pessoas surdas e ensurdecidas)
Todas as aulas contarão com intérpretes de Libras
Incentivo: Governo do Estado de Pernambuco - Funcultura
Inscrições: até 13/09. Link na bio

#teatro #teatronegro #cultura #oficinas #gratuito #online #pernambuco #4parede #Funcultura #FunculturaPE #CulturaPE
#4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano #4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, realizado pelo Sesc São Paulo, ocorre de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

A sétima edição homenageia o Peru, com onze obras, incluindo espetáculos e apresentações musicais. O evento conta com doze peças de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai, além de treze produções brasileiras de vários estados, totalizando 33 espetáculos. 

A curadoria propõe três eixos: sonho, floresta e esperança, abordando temas como questões indígenas, decoloniais, relações com a natureza, violência, gênero, identidade, migrações e diversidade. 

Destaque para "El Teatro Es un Sueño", do grupo Yuyachkani, e "Esperanza", de Marisol Palacios e Aldo Miyashiro, que abrem o festival. Instalações como "Florestania", de Eliana Monteiro, com redes de buriti feitas por mulheres indígenas, convidam o público a vivenciar a floresta. 

Obras peruanas refletem sobre violência de gênero, educação e ativismo. O festival também inclui performances site-specific e de rua, como "A Velocidade da Luz", de Marco Canale, "PALMASOLA – uma cidade-prisão", e "Granada", da artista chilena Paula Aros Gho.

As coproduções como "G.O.L.P." e "Subterrâneo, um Musical Obscuro" exploram temas sociais e históricos, enquanto espetáculos internacionais, como "Yo Soy el Monstruo que os Habla" e "Mendoza", adaptam clássicos ao contexto latino-americano. 

Para o público infantojuvenil, obras como "O Estado do Mundo (Quando Acordas)" e "De Mãos Dadas com Minha Irmã" abordam temas contemporâneos com criatividade.

Além das estreias, o festival apresenta peças que tratam de questões indígenas, memória social, política e cultura popular, como "MONGA", "VAPOR, ocupação infiltrável", "Arqueologias do Futuro", "Esperando Godot", entre outras.

Serviço: MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

Para saber mais, acesse @sescsantos
#4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, #4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, acontece Ocupação Espaço O Poste, com programação que inclui a Gira de Diálogo com Iran Xukuru (05/09) e os espetáculos “Antígona - A Retomada” (14/09), “A Receita” (21/09) e “Brechas da Muximba” (28/09).

Espaço O Poste (Rua do Riachuelo, 467, Boa Vista - Recife/PE), com apoio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023, promove atrações culturais que refletem vivências afropindorâmicas em sua sede, no Recife/PE. 

A Gira de Diálogo com Iran Xukuru acontece em 05/09, às 19h, com entrada gratuita. Iran Xukuru, idealizador da Escola de Vida Xukuru Ynarú da Mata, compartilhará conhecimentos sobre práticas afroindígenas, regeneração ambiental e sistemas agrícolas tradicionais.

Em 14/09, às 19h, o grupo Luz Criativa apresenta “Antígona - A Retomada”, adaptação da tragédia grega de Sófocles em formato de monólogo. Dirigido por Quiercles Santana, o espetáculo explora a resistência de uma mulher contra um sistema patriarcal opressor. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Em 21/09, às 19h, Naná Sodré apresenta “A Receita”, solo que discute violência doméstica contra mulheres negras, com direção de Samuel Santos. A peça é fundamentada na pesquisa “O Corpo Ancestral dentro da Cena Contemporânea” e utiliza treinamento de corpo e voz inspirado em entidades de Jurema, Umbanda e Candomblé. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

No dia 28/09, às 19h, ocorre a 3ª edição do projeto “Ítàn do Jovem Preto” com o espetáculo “Brechas da Muximba” do Coletivo À Margem. A peça, dirigida por Cas Almeida e Iná Paz, é um experimento cênico que mistura Teatro e Hip Hop para abordar vivências da juventude negra. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso antecipado no Sympla.

Para saber mais, acesse @oposteoficial
#4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido #4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido por Carlos Canhameiro, estreia no TUSP Maria Antonia e segue em temporada até 1º de setembro de 2024. O trabalho revisita o clássico Macário, de Álvares de Azevedo (1831-1852), publicado postumamente em 1855. Trata-se de uma obra inacabada e a única do escritor brasileiro pensada para o teatro.

Para abordar o processo de criação da obra, o diretor Carlos Canhameiro conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Macário é uma peça inacabada, publicada à revelia do autor (que morreu antes de ver qualquer de seus textos publicados). Desse modo, a forma incompleta, o texto fragmentado, com saltos geográficos, saltos temporais, são alguns dos aspectos formais que me interessaram para fazer essa montagem’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
#4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário #4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário épico sobre o poder é fruto dos 20 anos de pesquisa de rodrigo de odé sobre as relações entre capoeira angola, teatro negro, cinema, candomblé e filosofia africana. 

Publicado pela Kitabu Editora, o texto parte da diversidade racial negra para refletir sobre as relações de poder no mundo de hoje. O autor estabelece conexões entre o mito de nascimento de Exu Elegbára e algumas tragédias recentes, como o assassinato do Mestre Moa do Katendê, o assassinato de George Floyd, a morte do menino Miguel Otávio e a pandemia de Covid-19.

Para abordar os principais temas e o processo de escrita do livro, o autor rodrigo de odé conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Em Elegbára Beat, a figura de Exu também fala sobre um certo antagonismo à crença exagerada na figura da razão. Parafraseando uma ideia de Mãe Beata de Yemonjá, nossos mitos têm o mesmo poder que os deles, talvez até mais, porque são milenares. Uma vez que descobrimos que não existe uma hierarquia entre mito e razão, já que a razão também é fruto de uma mitologia, compreendemos que não faz sentido submeter o discurso de Exu ao discurso racional, tal como ele foi concebido pelo Ocidente. Nos compete, porém, aprender o que Exu nos ensina sobre a nossa razão negra’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
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