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Home›.Tudo›#04 Bits e Palcos | O Ator Imaginário [e os Imaginários do Ator]

#04 Bits e Palcos | O Ator Imaginário [e os Imaginários do Ator]

Por 4 Parede
15 de novembro de 2017
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Imagens –  Tookapic/Andora Abuhab| Arte – Rodrigo Sarmento

Nosso dossiê Bits & Palcos ganha a experiência e generosidade de Christian Duurvoort, preparador de elenco que traz a oficina O Ator Imaginário para Recife em novembro, baseada num método resultante de sua trajetória de 35 anos em teatro e cinema.

Preparador de elenco, ator e diretor autodidata, Duurvoort fez teatro experimental, estudou circo e mímica, com passagem pela École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, em Paris, e por projetos em cinema e televisão, como 3%, Ensaio sobre a Cegueira, Cidade de Deus, Xingu, Entre nós, entre outros.

A partir do nosso interesse, nesse dossiê, em tratar das relações entre cena e tecnologia, nosso editor-chefe, Márcio Andrade, bateu um papo com Duurvoort sobre seus métodos para expansão da percepção e fortalecimento da presença em cena tanto no teatro como no cinema e a criação de estímulos para uma atuação rica em imagens.

Você passou pela École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, que nos remete a conceitos como teatro físico, mimo e máscara neutra. Como você aplica essas metodologias de preparação do trabalho do ator no cinema?

No meu método, eu trabalho tudo o que precede a fala. Isso foi basicamente o que aprendi na escola do Lecoq e que continua sendo uma fonte de inspiração. O seu método me tornou mais consciente do poder das imagens que crio com meu corpo e como eu os crio. Na prática, eu uso a técnica que criei para desenvolver no ator a consciência das imagens que produz, da força da sua presença, da sua relação com os espaços internos e externos.

Como você percebe essa construção da atuação voltada para a linguagem cinematográfica ‘precisar’ ser considerada mais ‘realista’ ou ‘naturalista’ do que a teatral, por exemplo?

No cinema, o corpo do ator é um elemento de uma linguagem que se sustenta na fotografia, enquanto o teatro é uma linguagem que se sustenta no corpo do ator. O que mudou foi a técnica de captação de imagens, que permitiu uma maior resolução das imagens que pode revelar movimentos sutis. A linguagem visual evoluiu e a técnica do ator teve que se adaptar a isso. O ator teve que aprender a lidar com a proximidade de um olhar cada vez mais intimista e exigente. No cinema, o ator não precisa impostar sua voz ou projetar suas ações para serem percebidas na última fileira do teatro. Ele precisa ter habilidade para interagir com o espaço ao redor, técnica suficiente para saber dosar a sua força e conseguir trabalhar com tempos mais curtos construindo paisagens humanas mais complexas. O cinema é arte da psicologia, da sugestão, da síntese pela imagem. O cinema lembra um sonho, desperta no espectador imagens. Já o teatro é a poesia do espaço, a transgressão da construção física do espaço onde o espetáculo acontece. Eu não uso os termos realista ou naturalista, pode ser que se deseje que as imagens causem essa impressão, que alguém que assista a obra se sinta como estando lá e que não existam câmeras ou atores, que aquilo tenha a mesma textura da natureza, da realidade ou do sonho.

Você fala sobre pensar o ator como alguém que cria imagens a partir das ações. Em um contexto em que se vê certo excesso das (e nas) imagens, como você estimula os atores a criarem imagens que os (e nos) afetam?

Basicamente apontando para estas propostas mais ousadas, fazendo-o acreditar no seu potencial criador, sair das soluções prontas e, sobretudo, desenvolvendo uma técnica que facilite o fluxo de movimentos pelo seu corpo, permitindo mais domínio sobre seus recursos expressivos. Para mim, é conseguir alinhar o pensamento, a ação e a emoção, permitindo que o ator tenha mais confiança no material visual que produz. O excesso de imagens nos tornaram mais exigentes com relação às imagens e mais resilientes a aquilo que foge do conhecido. Acredito que a busca de novidade não satisfaz. Existem câmeras que conseguem fazer milhares de frames por segundo. Mas será que a nossa capacidade de observar, absorver e processar essas imagens evoluíram tanto quanto a tecnologia? São tantos pontos de vista sobre o mesmo assunto e me pergunto se elas ainda conseguem nos sensibilizar e nos mobilizar. A questão central é conseguir produzir imagens que possam acessar o meu imaginário pessoal. Esse lugar onde uma mistura de formas, cores, sensações, odores e sons são armazenados de maneira bem caótica.

Como você acredita que a presença de dispositivos na cena (projeções, streaming, realidade aumentada etc.) podem convocar outros modos de preparação do ator que ainda não conhecemos (ou não sabemos como nomear ainda)?

A tecnologia pode ser uma opção criativa para a construção de imagens, trazendo mais possibilidades de interação, de percepção e de poética. A questão que me chama a atenção é o conteúdo que ali está sendo apresentado. A meu ver, o trabalho técnico do ator não deveria se limitar a uma linguagem ou plataforma de difusão. O trabalho técnico deve dar ao ator a possibilidade de saber compreender as limitações e as necessidades de cada plataforma, linguagem ou gênero. Acredito que a formação atual do ator, digo nas escolas e academias, ainda não se atualizaram. Elas continuam se apoiando em pesquisas e em métodos de um século atrás. O meu método de preparação está constantemente em diálogo com a obra que se quer produzir, seja cinema, televisão, teatro, performance… Para mim, o corpo do ator é uma Paisagem e suas ações, o Tempo. O seu corpo é o veículo de uma experiência sensorial que potencializa a imagem.

TagsCena e TecnologiaChristian DuurvoortDossiêDossiê Bits e PalcosEntrevistaO Ator Imaginário
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Nos últimos anos, o mundo passou por transformaç Nos últimos anos, o mundo passou por transformações sociais, políticas e tecnológicas que questionam nossas relações com o espaço e a cultura. As tensões globais, intensificadas por guerras e conflitos, afetam a economia, a segurança alimentar e o deslocamento de pessoas. 

Nesse contexto, as fronteiras entre o físico e o virtual se diluem, e as Artes da Cena refletem sobre identidade, territorialidade e convívio, questionando como esses conceitos influenciam seus processos criativos. 

Com a ascensão da extrema direita, a influência religiosa e as mudanças climáticas, surgem novas questões sobre sustentabilidade e convivência.

Diante deste cenário, o dossiê #20 Território em Trânsito traz ensaios, podcasts e videocast que refletem sobre como artistas, coletivos e os públicos de Artes da Cena vêm buscando caminhos de diálogo e interação com esses conflitos.

A partir da próxima semana, na sua timeline.
#4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sob #4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sobre as histórias e as estéticas dos teatros negros no Brasil? 

Estão abertas as inscrições, até o dia 13/09, para a oficina on-line Saberes Espiralares - sobre o teatro negro e a cena contemporânea preta. 

Dividida em três módulos (Escavações, Giras de Conversa e Fabulações), o formato intercala aulas expositivas, debates e rodas de conversa que serão ministrados pela pesquisadora, historiadora e crítica cultural Lorenna Rocha. 

A atividade também será realizada com a presença das artistas convidadas Raquel Franco, Íris Campos, Iara Izidoro, Naná Sodré e Guilherme Diniz. 

Não é necessário ter experiência prévia. A iniciativa é gratuita e tem incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura, e parceria com o @4.parede 

Garanta sua vaga! 

Link na bio. 

Serviço:
Oficina SABERES ESPIRALARES - sobre teatros negros e a cena contemporânea preta
Datas: Módulo 1 – 16/09/24 – 20/09/24; Módulo 2 (participação das convidadas) – 23/09/24 – 27/09/24; Módulo 3 – 30/09/24 - 04/10/24. Sempre de segunda a sexta-feira
Datas da participação das convidadas: Raquel Franco - 23/09/24; Íris Campos - 24/09/24; Iara Izidoro - 25/09/24; Naná Sodré - 26/09/24; Guilherme Diniz - 27/09/24
Horário: 19h às 22h
Carga horária: 45 horas – 15 encontros
Local: Plataforma Zoom (on-line)
Vagas: 30 (50% para pessoas negras, indígenas, quilombolas, 10% para pessoas LGBTTQIA+ e 10% para pessoas surdas e ensurdecidas)
Todas as aulas contarão com intérpretes de Libras
Incentivo: Governo do Estado de Pernambuco - Funcultura
Inscrições: até 13/09. Link na bio

#teatro #teatronegro #cultura #oficinas #gratuito #online #pernambuco #4parede #Funcultura #FunculturaPE #CulturaPE
#4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano #4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, realizado pelo Sesc São Paulo, ocorre de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

A sétima edição homenageia o Peru, com onze obras, incluindo espetáculos e apresentações musicais. O evento conta com doze peças de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai, além de treze produções brasileiras de vários estados, totalizando 33 espetáculos. 

A curadoria propõe três eixos: sonho, floresta e esperança, abordando temas como questões indígenas, decoloniais, relações com a natureza, violência, gênero, identidade, migrações e diversidade. 

Destaque para "El Teatro Es un Sueño", do grupo Yuyachkani, e "Esperanza", de Marisol Palacios e Aldo Miyashiro, que abrem o festival. Instalações como "Florestania", de Eliana Monteiro, com redes de buriti feitas por mulheres indígenas, convidam o público a vivenciar a floresta. 

Obras peruanas refletem sobre violência de gênero, educação e ativismo. O festival também inclui performances site-specific e de rua, como "A Velocidade da Luz", de Marco Canale, "PALMASOLA – uma cidade-prisão", e "Granada", da artista chilena Paula Aros Gho.

As coproduções como "G.O.L.P." e "Subterrâneo, um Musical Obscuro" exploram temas sociais e históricos, enquanto espetáculos internacionais, como "Yo Soy el Monstruo que os Habla" e "Mendoza", adaptam clássicos ao contexto latino-americano. 

Para o público infantojuvenil, obras como "O Estado do Mundo (Quando Acordas)" e "De Mãos Dadas com Minha Irmã" abordam temas contemporâneos com criatividade.

Além das estreias, o festival apresenta peças que tratam de questões indígenas, memória social, política e cultura popular, como "MONGA", "VAPOR, ocupação infiltrável", "Arqueologias do Futuro", "Esperando Godot", entre outras.

Serviço: MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

Para saber mais, acesse @sescsantos
#4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, #4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, acontece Ocupação Espaço O Poste, com programação que inclui a Gira de Diálogo com Iran Xukuru (05/09) e os espetáculos “Antígona - A Retomada” (14/09), “A Receita” (21/09) e “Brechas da Muximba” (28/09).

Espaço O Poste (Rua do Riachuelo, 467, Boa Vista - Recife/PE), com apoio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023, promove atrações culturais que refletem vivências afropindorâmicas em sua sede, no Recife/PE. 

A Gira de Diálogo com Iran Xukuru acontece em 05/09, às 19h, com entrada gratuita. Iran Xukuru, idealizador da Escola de Vida Xukuru Ynarú da Mata, compartilhará conhecimentos sobre práticas afroindígenas, regeneração ambiental e sistemas agrícolas tradicionais.

Em 14/09, às 19h, o grupo Luz Criativa apresenta “Antígona - A Retomada”, adaptação da tragédia grega de Sófocles em formato de monólogo. Dirigido por Quiercles Santana, o espetáculo explora a resistência de uma mulher contra um sistema patriarcal opressor. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Em 21/09, às 19h, Naná Sodré apresenta “A Receita”, solo que discute violência doméstica contra mulheres negras, com direção de Samuel Santos. A peça é fundamentada na pesquisa “O Corpo Ancestral dentro da Cena Contemporânea” e utiliza treinamento de corpo e voz inspirado em entidades de Jurema, Umbanda e Candomblé. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

No dia 28/09, às 19h, ocorre a 3ª edição do projeto “Ítàn do Jovem Preto” com o espetáculo “Brechas da Muximba” do Coletivo À Margem. A peça, dirigida por Cas Almeida e Iná Paz, é um experimento cênico que mistura Teatro e Hip Hop para abordar vivências da juventude negra. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso antecipado no Sympla.

Para saber mais, acesse @oposteoficial
#4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido #4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido por Carlos Canhameiro, estreia no TUSP Maria Antonia e segue em temporada até 1º de setembro de 2024. O trabalho revisita o clássico Macário, de Álvares de Azevedo (1831-1852), publicado postumamente em 1855. Trata-se de uma obra inacabada e a única do escritor brasileiro pensada para o teatro.

Para abordar o processo de criação da obra, o diretor Carlos Canhameiro conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Macário é uma peça inacabada, publicada à revelia do autor (que morreu antes de ver qualquer de seus textos publicados). Desse modo, a forma incompleta, o texto fragmentado, com saltos geográficos, saltos temporais, são alguns dos aspectos formais que me interessaram para fazer essa montagem’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
#4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário #4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário épico sobre o poder é fruto dos 20 anos de pesquisa de rodrigo de odé sobre as relações entre capoeira angola, teatro negro, cinema, candomblé e filosofia africana. 

Publicado pela Kitabu Editora, o texto parte da diversidade racial negra para refletir sobre as relações de poder no mundo de hoje. O autor estabelece conexões entre o mito de nascimento de Exu Elegbára e algumas tragédias recentes, como o assassinato do Mestre Moa do Katendê, o assassinato de George Floyd, a morte do menino Miguel Otávio e a pandemia de Covid-19.

Para abordar os principais temas e o processo de escrita do livro, o autor rodrigo de odé conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Em Elegbára Beat, a figura de Exu também fala sobre um certo antagonismo à crença exagerada na figura da razão. Parafraseando uma ideia de Mãe Beata de Yemonjá, nossos mitos têm o mesmo poder que os deles, talvez até mais, porque são milenares. Uma vez que descobrimos que não existe uma hierarquia entre mito e razão, já que a razão também é fruto de uma mitologia, compreendemos que não faz sentido submeter o discurso de Exu ao discurso racional, tal como ele foi concebido pelo Ocidente. Nos compete, porém, aprender o que Exu nos ensina sobre a nossa razão negra’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
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