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Home›.Tudo›Crítica – BOLOR | A Estética da Precariedade

Crítica – BOLOR | A Estética da Precariedade

Por 4 Parede
18 de novembro de 2025
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Imagem – Morgana Narjara

Por Inaê Silva e Thereza Larissa Moura Lemos de Barros

 

Bolor é um espetáculo de dança que propõe uma travessia entre corpo, matéria e história. Criado por Guilherme Allain, Isabela Severi e Gabi Holanda, o trabalho estreou em julho de 2025 através do edital Solo do Outro, voltado para a ocupação do Teatro Apolo Hermilo Borba Filho, no Recife. O edital convocava propostas que dialogassem com obras de Hermilo Borba Filho, em articulação com outros autores sugeridos pelo próprio edital.

Um dos nomes indicados foi Gilberto Freyre, intelectual central na formulação da ideia de identidade pernambucana, mas também símbolo de uma visão romantizada e elitista burguesa — um olhar que suaviza as violências da escravidão e das hierarquias coloniais.

A partir desse ponto de partida, os artistas decidiram unir suas pesquisas individuais, aproveitando a oportunidade de criar algo em conjunto. O ponto de convergência surgiu da obra Açúcar, de Freyre — um livro de receitas coloniais que transforma o açúcar em símbolo afetivo e cultural, apagando as dimensões humanas e ecológicas da exploração canavieira.

Bolor nasce, então, como contraponto crítico a essa narrativa, dialogando com pensadores como Malcom Ferdinand e Anna Tsing, que refletem sobre o sistema de plantation e suas marcas no corpo e no ambiente. A plantação de cana-de-açúcar em Pernambuco é, nesse sentido, um território exemplar, o início de uma estrutura de monocultura e escravidão que moldou não só a economia, mas também as subjetividades e relações sociais do país. Além da escolha temática, o trabalho também se constrói a partir da diversidade de formações e trajetórias dos intérpretes-criadores.

Gabi Holanda inicia sua trajetória no teatro, é formada em Artes Cênicas e, posteriormente, envereda pela dança, desenvolvendo um corpo de atuação que transita entre o gesto e a palavra. Isabela Severi, por sua vez, vem da dança clássica, mas direciona sua pesquisa para a dança contemporânea e a performance, tensionando técnica e presença. Guilherme Allain é graduado em Comunicação e aproxima-se da dança e da performance como linguagem crítica e política. Essas formações distintas se encontram em Bolor como um campo de experimentação coletiva, onde os corpos elaboram diferentes modos de pensar e sentir a herança colonial.

A criação foi desenvolvida entre março e julho de 2025, no próprio Teatro Apolo Hermilo, em meio às condições materiais limitadas que marcam a produção artística local. Embora o edital previsse um diálogo com uma obra de Hermilo Borba Filho, os artistas escolheram como referência a peça Sobrados e Mocambos, em que Hermilo realiza uma releitura crítica da obra de Freyre. Enquanto Freyre celebra uma “civilização açucareira”, Hermilo a desmonta com ironia e contundência.

Inspirando-se nessa relação, o trio propõe sua própria releitura — uma resposta corporal e simbólica à herança colonial e às formas de poder que se perpetuam. O trabalho se constrói como metáfora de decomposição e transformação, colocando o bolor como imagem central: o fungo que cresce sobre a superfície do açúcar e o faz apodrecer.

 

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Os artistas se perguntam: como fazer o açúcar apodrecer? Como transformar o que foi símbolo de poder e opressão em outro tipo de matéria, em outro corpo possível? Essa pergunta guia o trabalho e atravessa suas escolhas cênicas, estéticas e políticas. Bolor é composto por três prelúdios, inspirados na estrutura teatral de Sobrados e Mocambos, em que cada início de ato é introduzido por um texto. Aqui, os artistas substituem o texto por receitas — a receita do bolo, a receita da plantation e a receita dos fungos — que funcionam como camadas simbólicas e estruturais da obra.

A primeira cena evoca o universo colonial: figurinos inspirados em roupas de época, uma mesa, gestos contidos e ritualizados. Um dos intérpretes senta-se, toma chá, come bolo, adoça o café — ações simples que se tornam dança. O gesto cotidiano se transforma em ritual, revelando um corpo que carrega o passado e o confronta com ironia e desconforto.

Na cena da plantation, os artistas atravessam o espaço de uma ponta a outra do palco em movimentos vigorosos, bruscos e contínuos, com gestos inspirados em lutas e resistências corporais. Essa travessia coreográfica é uma metáfora do trabalho físico e do corpo que resiste — um gesto ancestral que ecoa as forças e as dores da escravidão. A fisicalidade intensa e a repetição exaustiva constroem uma paisagem de tensão, força e resistência.

A cena seguinte traz a imagem do açúcar sendo espalhado pelo chão, demarcando o território. Um corpo masculino se exaure enquanto derrama o açúcar — metáfora direta dos corpos que plantaram, colheram e morreram nesse ciclo. Logo após, uma das intérpretes entra com um bolo de terra e o oferece ao público. O gesto de partilha se torna um gesto de denúncia: o alimento é também ferida.

Na última parte, os corpos se transformam novamente: figurinos brancos, cordas suspensas e movimentos que remetem a fungos e rizomas. A decomposição torna-se criação; o bolor, agora visível, se transforma em corpo expandido. As cordas funcionam como micélios — teias de interdependência e sobrevivência. O espetáculo se encerra com os corpos suspensos, entrelaçados, compondo uma imagem que é, ao mesmo tempo, ruína e germinação.

O trabalho apresenta uma pesquisa potente e sensível, articulando corpo, imagem e crítica histórica a partir de uma abordagem simbólica e poética do açúcar como matéria e metáfora. Ainda assim, emergem algumas fragilidades dramatúrgicas — especialmente na costura entre as cenas e na consolidação de uma narrativa mais coesa. Tais questões, no entanto, não podem ser analisadas sem considerar o contexto material de criação: a precariedade de tempo e de verba oferecida pelos editais públicos.

O projeto foi desenvolvido em um curto período, entre março e julho, com recursos limitados, o que inevitavelmente impacta o processo de maturação de uma obra que demanda experimentação, ensaio e revisão constante. Essa urgência de produção — imposta por prazos institucionais — tende a restringir o aprofundamento das escolhas cênicas, forçando artistas a estrearem trabalhos ainda em processo, sem a plenitude estética e a técnica que a pesquisa propõe.

 Bolor reflete, assim, não apenas um mergulho estético e conceitual nas camadas simbólicas da cana-de-açúcar, mas também as condições materiais que atravessam a criação artística no Brasil. É quase uma metáfora da própria precariedade: um trabalho que se ergue entre a decomposição e a reinvenção, revelando tanto a potência inventiva de seus criadores quanto os limites estruturais de um fazer artístico que insiste em existir.

Crítica produzida em parceria com a disciplina Dramaturgia e Apreciação Crítica em Dança – Docente: Francini Barros Pontes | CAC | UFPE

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Nos últimos anos, o mundo passou por transformaç Nos últimos anos, o mundo passou por transformações sociais, políticas e tecnológicas que questionam nossas relações com o espaço e a cultura. As tensões globais, intensificadas por guerras e conflitos, afetam a economia, a segurança alimentar e o deslocamento de pessoas. 

Nesse contexto, as fronteiras entre o físico e o virtual se diluem, e as Artes da Cena refletem sobre identidade, territorialidade e convívio, questionando como esses conceitos influenciam seus processos criativos. 

Com a ascensão da extrema direita, a influência religiosa e as mudanças climáticas, surgem novas questões sobre sustentabilidade e convivência.

Diante deste cenário, o dossiê #20 Território em Trânsito traz ensaios, podcasts e videocast que refletem sobre como artistas, coletivos e os públicos de Artes da Cena vêm buscando caminhos de diálogo e interação com esses conflitos.

A partir da próxima semana, na sua timeline.
#4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sob #4Parceria: Quer aprofundar seus conhecimentos sobre as histórias e as estéticas dos teatros negros no Brasil? 

Estão abertas as inscrições, até o dia 13/09, para a oficina on-line Saberes Espiralares - sobre o teatro negro e a cena contemporânea preta. 

Dividida em três módulos (Escavações, Giras de Conversa e Fabulações), o formato intercala aulas expositivas, debates e rodas de conversa que serão ministrados pela pesquisadora, historiadora e crítica cultural Lorenna Rocha. 

A atividade também será realizada com a presença das artistas convidadas Raquel Franco, Íris Campos, Iara Izidoro, Naná Sodré e Guilherme Diniz. 

Não é necessário ter experiência prévia. A iniciativa é gratuita e tem incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura, e parceria com o @4.parede 

Garanta sua vaga! 

Link na bio. 

Serviço:
Oficina SABERES ESPIRALARES - sobre teatros negros e a cena contemporânea preta
Datas: Módulo 1 – 16/09/24 – 20/09/24; Módulo 2 (participação das convidadas) – 23/09/24 – 27/09/24; Módulo 3 – 30/09/24 - 04/10/24. Sempre de segunda a sexta-feira
Datas da participação das convidadas: Raquel Franco - 23/09/24; Íris Campos - 24/09/24; Iara Izidoro - 25/09/24; Naná Sodré - 26/09/24; Guilherme Diniz - 27/09/24
Horário: 19h às 22h
Carga horária: 45 horas – 15 encontros
Local: Plataforma Zoom (on-line)
Vagas: 30 (50% para pessoas negras, indígenas, quilombolas, 10% para pessoas LGBTTQIA+ e 10% para pessoas surdas e ensurdecidas)
Todas as aulas contarão com intérpretes de Libras
Incentivo: Governo do Estado de Pernambuco - Funcultura
Inscrições: até 13/09. Link na bio

#teatro #teatronegro #cultura #oficinas #gratuito #online #pernambuco #4parede #Funcultura #FunculturaPE #CulturaPE
#4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano #4Panorama: O MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, realizado pelo Sesc São Paulo, ocorre de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

A sétima edição homenageia o Peru, com onze obras, incluindo espetáculos e apresentações musicais. O evento conta com doze peças de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai, além de treze produções brasileiras de vários estados, totalizando 33 espetáculos. 

A curadoria propõe três eixos: sonho, floresta e esperança, abordando temas como questões indígenas, decoloniais, relações com a natureza, violência, gênero, identidade, migrações e diversidade. 

Destaque para "El Teatro Es un Sueño", do grupo Yuyachkani, e "Esperanza", de Marisol Palacios e Aldo Miyashiro, que abrem o festival. Instalações como "Florestania", de Eliana Monteiro, com redes de buriti feitas por mulheres indígenas, convidam o público a vivenciar a floresta. 

Obras peruanas refletem sobre violência de gênero, educação e ativismo. O festival também inclui performances site-specific e de rua, como "A Velocidade da Luz", de Marco Canale, "PALMASOLA – uma cidade-prisão", e "Granada", da artista chilena Paula Aros Gho.

As coproduções como "G.O.L.P." e "Subterrâneo, um Musical Obscuro" exploram temas sociais e históricos, enquanto espetáculos internacionais, como "Yo Soy el Monstruo que os Habla" e "Mendoza", adaptam clássicos ao contexto latino-americano. 

Para o público infantojuvenil, obras como "O Estado do Mundo (Quando Acordas)" e "De Mãos Dadas com Minha Irmã" abordam temas contemporâneos com criatividade.

Além das estreias, o festival apresenta peças que tratam de questões indígenas, memória social, política e cultura popular, como "MONGA", "VAPOR, ocupação infiltrável", "Arqueologias do Futuro", "Esperando Godot", entre outras.

Serviço: MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, de 5 a 15 de setembro de 2024, em Santos. 

Para saber mais, acesse @sescsantos
#4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, #4Panorama: Nos dias 05, 14, 21 e 28 de setembro, acontece Ocupação Espaço O Poste, com programação que inclui a Gira de Diálogo com Iran Xukuru (05/09) e os espetáculos “Antígona - A Retomada” (14/09), “A Receita” (21/09) e “Brechas da Muximba” (28/09).

Espaço O Poste (Rua do Riachuelo, 467, Boa Vista - Recife/PE), com apoio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023, promove atrações culturais que refletem vivências afropindorâmicas em sua sede, no Recife/PE. 

A Gira de Diálogo com Iran Xukuru acontece em 05/09, às 19h, com entrada gratuita. Iran Xukuru, idealizador da Escola de Vida Xukuru Ynarú da Mata, compartilhará conhecimentos sobre práticas afroindígenas, regeneração ambiental e sistemas agrícolas tradicionais.

Em 14/09, às 19h, o grupo Luz Criativa apresenta “Antígona - A Retomada”, adaptação da tragédia grega de Sófocles em formato de monólogo. Dirigido por Quiercles Santana, o espetáculo explora a resistência de uma mulher contra um sistema patriarcal opressor. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Em 21/09, às 19h, Naná Sodré apresenta “A Receita”, solo que discute violência doméstica contra mulheres negras, com direção de Samuel Santos. A peça é fundamentada na pesquisa “O Corpo Ancestral dentro da Cena Contemporânea” e utiliza treinamento de corpo e voz inspirado em entidades de Jurema, Umbanda e Candomblé. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

No dia 28/09, às 19h, ocorre a 3ª edição do projeto “Ítàn do Jovem Preto” com o espetáculo “Brechas da Muximba” do Coletivo À Margem. A peça, dirigida por Cas Almeida e Iná Paz, é um experimento cênico que mistura Teatro e Hip Hop para abordar vivências da juventude negra. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso antecipado no Sympla.

Para saber mais, acesse @oposteoficial
#4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido #4Papo: O espetáculo MACÁRIO do brazil, dirigido por Carlos Canhameiro, estreia no TUSP Maria Antonia e segue em temporada até 1º de setembro de 2024. O trabalho revisita o clássico Macário, de Álvares de Azevedo (1831-1852), publicado postumamente em 1855. Trata-se de uma obra inacabada e a única do escritor brasileiro pensada para o teatro.

Para abordar o processo de criação da obra, o diretor Carlos Canhameiro conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Macário é uma peça inacabada, publicada à revelia do autor (que morreu antes de ver qualquer de seus textos publicados). Desse modo, a forma incompleta, o texto fragmentado, com saltos geográficos, saltos temporais, são alguns dos aspectos formais que me interessaram para fazer essa montagem’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
#4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário #4Papo: O livro Elegbára Beat – um comentário épico sobre o poder é fruto dos 20 anos de pesquisa de rodrigo de odé sobre as relações entre capoeira angola, teatro negro, cinema, candomblé e filosofia africana. 

Publicado pela Kitabu Editora, o texto parte da diversidade racial negra para refletir sobre as relações de poder no mundo de hoje. O autor estabelece conexões entre o mito de nascimento de Exu Elegbára e algumas tragédias recentes, como o assassinato do Mestre Moa do Katendê, o assassinato de George Floyd, a morte do menino Miguel Otávio e a pandemia de Covid-19.

Para abordar os principais temas e o processo de escrita do livro, o autor rodrigo de odé conversou com o Quarta Parede. Confira um trecho da entrevista:

‘Em Elegbára Beat, a figura de Exu também fala sobre um certo antagonismo à crença exagerada na figura da razão. Parafraseando uma ideia de Mãe Beata de Yemonjá, nossos mitos têm o mesmo poder que os deles, talvez até mais, porque são milenares. Uma vez que descobrimos que não existe uma hierarquia entre mito e razão, já que a razão também é fruto de uma mitologia, compreendemos que não faz sentido submeter o discurso de Exu ao discurso racional, tal como ele foi concebido pelo Ocidente. Nos compete, porém, aprender o que Exu nos ensina sobre a nossa razão negra’

Para ler a entrevista completa, acesse o link na bio.
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